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Qual livro ninguém deveria ler?

O conceito de livro bom e livro ruim é subjetivo? Pode ser, mas que todos acabam filtrando o que é bom e ruim a seus olhos, isso sim!

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um livro que qualquer pessoa deveria ler

Se há um livro que qualquer pessoa deveria ler é aquele do seu momento. Segundo a jornalista Michiko Kakutani, qualquer livro só pode ser classificado como “um dos melhores” ou “um dos piores” se ele é “um dos melhores” ou “um dos piores” para você. Em uma coluna do jornal americano “The New York Times”, para o qual colabora,  escreveu seu pensamento sobre qual livro você deveria ou não deveria ler: “Não há livro ruim. Não há livro bom. Há apenas livros.”

Há também a máxima:  “Nunca julgues um livro pela capa”. Trata-se de uma citação frequente visando não julgar o conteúdo pela apresentação visual.

Esta citação é dita às pessoas para torná-las conscientes de que o lado de fora do livro não diz nada sobre o lado de dentro. Julgar o livro pela capa pode levar você a acreditar que o livro é ótimo quando, na realidade, o conteúdo do livro pode ser terrível.

Um livro que qualquer pessoa deveria ler é o livro da sua vida. Um livro que qualquer pessoa deveria ler é um livro que nunca pensou que leria.

Um livro que qualquer pessoa deve ler ensina muitas coisas por meio do texto e até mesmo por meio das ilustrações.

Um livro que qualquer pessoa deveria ler é um livro que pode ensinar mais alguém sobre o autor, que talvez alguém nunca tenha pensado.

Um livro que qualquer pessoa deveria ler é um livro que pode ter saído da capa de um jornal no dia anterior.

Um livro que qualquer pessoa deveria ler tem capítulos, páginas, capítulos, páginas, capítulos, páginas, capítulos, páginas.

Um livro que qualquer pessoa deveria ler tem o tamanho que bem seja capaz de se equilibrar na palma da tua mão.

Um livro que qualquer pessoa deveria ler é um livro que às vezes está na lição de um professor na sala de aula, representando o mundo.

Um livro que qualquer pessoa deveria ler é um livro incrivelmente pessoal, isto é, sob uma ótica de um leitor que pode ou não gostar de seu conteúdo.

De certo mesmo é que as pessoas leem por vários motivos, mas aqui estão alguns que são mais comuns:

  • Para experimentar algo novo;
  • Para escapar de suas próprias realidades;
  • Para encontrar respostas para as perguntas da vida.

Qualquer que seja o motivo que você tenha para ler, a resposta é a mesma. Você está procurando por uma experiência. Você está procurando uma fuga. Você está procurando respostas e o melhor lugar para encontrá-las é em uma ótima história.

A vida tem muitos mistérios. É uma história que se desenrola de eventos, bons e maus, segredos, verdades, mudanças, riscos e mistérios não resolvidos. Mas uma coisa que ele não tem é uma chave de resposta. Você nunca será capaz de encontrar as respostas para os seus questionamentos se você ler esse livro, que continha todos os seus segredos.

Apenas um livro!

Mas qual livro deveríamos nunca nos esforçar para ler?

Bem, isso não é de fácil resposta, pois o certo é que há sempre uma história para nos mostrar algo de novo.

Mas há livros que, mesmo com o maior conhecimento e experiência, não é recomendável a sua leitura, pois podem causar danos à mente de uma ou de outra forma. Ou aqueles em que a experiência de sua leitura nos dá sensações de incômodo ou dificuldade – não para entender apenas – mas para degustar mesmo, como se fosse uma fruta boa do pé.

Há livros difíceis de ler ou de engolir como no exemplo da fruta. “The Casual Vacancy” (“As Férias Casuais”) talvez se enquadre nisso. Um livro com um assunto realmente áspero e deprimente. Está escrito em um estilo difícil, então parece que você está juntando peças desorganizadas de um quebra-cabeça. É um livro de mais de 500 páginas que pode parecer até um preenchimento.

Contudo é apenas um livro! É bem provável que outro leitor goste, diferente da opinião alheia contrária. É por isso que um livro é apenas um livro!

Um livro que qualquer pessoa deveria ler

Não existe um livro que o ser humano deva ler para ser completo, mas existem livros que ele deve ler para se tornar um cidadão mais consciente.

Nessa linha há “A Vida de Pi“, de Yann Martel. É uma história que explica a crença de que sem sacrifícios não há nada, que mostra como o autor usa nosso instinto natural contra nós, e que nos faz perceber que a segurança que temos derivado dos nossos costumes está se tornando uma ilusão.

O romance é sobre um jovem indiano chamado Pi que, como o único sobrevivente de um naufrágio, é ferido em um barco salva-vidas junto com um tigre de Bengala. O romance foi escrito como um exame dos aspectos religiosos da vida de Pi que mostra que existem diferentes maneiras de olhar para a religião, sobretudo para o conceito de ser dogmático.

O náufrago passa 227 dias a bordo de seu bote salva-vidas com o tigre chamado Richard Parker, um dos animais mais perigosos da selva. Logo no início, Pi percebe que eles precisam se tornar caçadores ou morrerão.

A narrativa de “A Vida de Pi” é muito envolvente, e Martel tem um estilo de escrita que parece fluir sem esforço para as profundezas da mente de Pi. Pode ser um pouco difícil de se acostumar no início, mas Martel faz um ótimo trabalho separando os diferentes capítulos para que eles não sejam tão longos.

Em A Vida de Pi, Martel consegue apresentar a história do ponto de vista de alguém de outra religião, por isso talvez tão cativante. Ilustra como as pessoas são diferentes e como as mesmas coisas podem significar tantas coisas considerando a educação, cultura, e religião de um indivíduo.

Este livro é bom?

O livro que ninguém deveria ler é o livro que as pessoas devem deixar de ler. Pense nisso: um livro é bom porque advém de milhares de pessoas que o leem. Essa é a melhor forma de sabermos se um determinado livro é bom ou ruim: se as pessoas estão lhe narrando, nunca o livro é ruim.

Mas não é uma verdade por si só, apenas uma constatação. Deve haver livros muito bons que não chegam ao menu literário de um leitor com facilidade. Talvez seja melhor garimpar, o que também é outra arte por assim dizer.

Nessa batalha de garimpar livros bons e desconhecidos há caminhos diversos e hoje mais digitais com certeza.

O site Goodreads é bom um exemplo. É um lugar com milhões de pessoas que são membros que avaliam seus livros favoritos e onde é possível pesquisar uma miríade de livros que são sugeridos para os diferentes gostos específicos.

Assim, descobrir se o livro é bom ou não vai de tato, percepção e intuição. Nem sempre dá certo, o livro pode começar bem mas não ir tão bem depois, ou qualquer outra coisa.

Aprender a ler um livro muitas vezes estranho ou fora do convencional pode dar trabalho, pode incomodar em alguns casos. Mas nem sempre o leitor tem essa paciência ou jeito para isso.

Satisfação imediata ainda comanda a maior parte das reações humanas na sociedade moderna. Daí o livro é só mesmo um mero produto, um objeto de desejo que precisa ser satisfeito o mais rápido possível.

Mas nem todo livro se presta a isso. Cada livro tem a sua personalidade trazendo junto a personalidade do autor. Mas um livro é apenas um livro e continuará sendo. É assim desde sempre!

 

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