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A cena: de imaginada à concretizada, ela é a unidade básica de um filme

A cena é a base de um filme. Tudo o que é visto e ouvido é interpretado a partir de uma cena que é a unidade básica de um filme.

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cena
This entry is part [part not set] of 8 in the series Escrita Dramática

Todos nós temos aquele prato que sonhamos em fazer. Para alguns, é um prato complicado que requer horas de trabalho de preparação e tempo preciso. Para outros, é um prato simples que comemos desde criança. Não importa qual seja a sua cena, todos nós temos uma.

Imagine a cena

Você está caminhando por uma floresta, e de repente, surge um urso na sua frente. Você fica paralisado, sem saber o que fazer. De repente, o urso começa a pular e a dançar, e você percebe que está assistindo a um sonho.

A cena muda, e você está no topo de um prédio, olhando para baixo. Novamente, fica paralisado, sem saber o que fazer. Mas desta vez, o prédio começa a girar, e você percebe que pode saltar e cair em uma grande esteira que está sendo puxada pelo chão. Você salta e cai com segurança.

A primeira cena era imaginada — o urso, uma ameaça real. A segunda era concreta — o prédio, a segurança do chão real. E o equipamento de simulador de voo nas duas histórias mostra como tanto as imaginadas quanto às concretas podem ser utilizadas para criar experiências de voo reais.

Nesse contexto, a ideia de usar simuladores para apresentar cenas fictícias foi originalmente desenvolvida pela Flying Training and Support Unit (FTSU) do Reino Unido, e desde então vem sendo aperfeiçoada por vários programas de treinamento de voo do mundo todo.

Um exemplo é o simulador de voo da Flight Safety International (FSI), que oferece três diferentes cenários: um para treinamento básico, outro para aviões com cabine aberta e um terceiro para aviões com coletes salva-vidas.

Cada um desses cenários pode ser personalizado para representar quase qualquer local no mundo — ou pelo menos qualquer local onde existam informações de satélite sobre o relevo do solo.

Cena de filme

Voltando à ficção, uma cena de filme começa na imaginação do autor, e depois vai para o papel (roteiro) até ser realizada artisticamente com sua representação no filme;

A cena é a base de um filme. Tudo o que é visto e ouvido é interpretado a partir dela, que é a unidade básica de um filme. Sem ela, um filme não poderia ser contado.

Ela é pensada e planejada para contar uma história, transmitir uma mensagem ou simplesmente para ser divertida. Muito trabalho e imaginação é necessária para se criá-la. Mas o trabalho não termina quando ela é imaginada. Ela precisa ser concretizada, filmada e editada para resultar bem no filme. Para um realizador, a cena é o tamanho de um roteiro. Um roteirista, no entanto, a vê como uma seção do roteiro. Mas ambos concordam que é nela onde a ação acontece.

Cenas também são usadas para definir as alterações na ação do enredo. Um bom diretor precisa saber planejar e realizar várias delas em série e ouvir o que o elenco tem a dizer sobre elas. Apesar de um grande número delas serem filmadas em produções curtas, um bom realizador sabe quando não é possível filmar uma ou outra e como editá-la para que transmita a mensagem pretendida.

Cena de amor

Este tipo é um elemento crucial em um filme romântico. Ela pode simbolizar o primeiro encontro, a paixão e até o fim de um relacionamento. A cena de amor precisa ser bem planejada e deve ser capaz de transmitir as emoções dos personagens de forma clara e convincente. Mas como ela é feita em um filme?

Primeiramente, é importante definir o contexto da unidade de ação. Quais são os sentimentos dos personagens envolvidos?
Quais as barreiras para o encontro e como eles vão superá-las? Como esse encontro vai afetar as escolhas dos personagens?

Depois de responder a essas perguntas, é hora de planejá-la. Ela deve ter uma estrutura clássica: introdução, desenrolar e clímax. A introdução com um diálogo entre os dois personagens. Esse diálogo pode ser romântico, mas também pode ser um diálogo com sotaque humorístico ou em tom de zanga. O desenrolar é composto pelas cenas em que os dois personagens estão juntos, em especial pelos momentos em que eles estão mais próximos (como uma cena de beijo, por exemplo). Já o clímax é a cena final, na qual os dois personagens ficam completamente enroscados um no outro. Pode fazer parte do epílogo da história.

Esta poderia ser encenada de várias maneiras. Uma delas é rodá-la em planos curtos (quando só se mostra um pedaço do corpo dos atores numa sequência de imagens), aproveitando cada momento em que os atores estão enroscados um no outro. Outra maneira é rodá-la em longos planos (quando os atores estão rodeados pelo ambiente em que estão e são filmados em uma única sequência de imagens), de forma que o espectador veja como eles se encaixam um no outro.

Depois de rodar a cena final, é hora de editar. Para isso, é importante manter uma razão para cada corte (ou seja, para cada plano). Uma forma de editá-la é fazer uma montagem sequencial (uma montagem em que os planos estão ligados um ao outro, sem cortes). Na tela, tudo isso parecerá como umas poucas cenas.

Outra forma é montá-la em momentos (separando os planos por cortes e mostrando um momento por cena ao espectador).

Uma outra forma é fazer uma montagem em cenas (separando-as por cortes e mostrando um conjunto delas ao espectador, sem mostrar um único plano ao mesmo tempo).

Também é possível fazer uma montagem em sequências (mostrando uma sequência de planos ao espectador e, depois, cortando para outra sequência).

Tudo isso faz parte da montagem final e é particular ao editor de imagens, que conhece bem do riscado.

Cena de ontem ou de flashback

Vale ter em mente que a cena é elaborada a partir da imaginação do diretor e do argumentista. Ela é o ponto de partida para toda a história e, sem ela, o filme não teria sentido.

No caso da cena de flashback, não importa se ela é um sonho, de uma recordação ou de um evento que ainda vai acontecer, todas elas possuem elementos certos e dispô-los de forma a criar o clima desejado é o desafio maior dos envolvidos na equipe. É importante também ter em mente que cenas de flashback só podem ser usadas com maestria, depois de muita experiência e prática.

Cena atual ou futura

Sim, também é possível criar uma cena que não esteja ocorrendo no momento em que a estamos vendo. Na verdade, muitas vezes ela se inicia um pouco antes do que a título e rolar um CRASH! violento na imaginação do espectador para ativar o suspense. Outras vezes, ela faz uma projeção futura para estabelecer um clima de expectativa do espectador. No final das contas, essa é uma das formas mais eficientes de mostrar para o público o que está por vir.

Cena de ação

Essa é uma das formas mais eficientes de manter o público agitado. Imagine-se no meio de um tiroteio, em uma perseguição em carro, ou quando uma pessoa está se aproximando perigosamente de alguém desejado… A cena de ação não precisa ser violenta para gerar suspense, até porque, em muitos filmes, ela não é. O importante é colocar o espectador no meio da ação e fazer com que ele sinta os batimentos cardíacos aumentarem e as mãos suarem.

Cena reversiva (ou inversa)

Essa técnica o tempo todo que você vê no cinema, onde uma cena começa com algo acontecendo e, no final, você entende o porquê de começar daquele jeito. Um bom exemplo é o que acontece no filme A Forma da Água onde a protagonista vai até a casa de seu namorado e, ao entrar pela porta, percebe que está prestes a entrar em uma festa com muitas outras garotas. A cena de início mostra ela chegando sozinha… Um jeito bem legal de mostrar um flashback sem usar tiques e linguagem cinematográfica clássica.

Cena em sequência

Essa também serve para resumir a história toda. Ou seja, você pode usar várias delas em sequência para resumir a história toda. Com isso, você também pode mostrar como determinada situação fez a personagem mudar e como ela chegou até onde está hoje.

Um exemplo desse tipo é quando o personagem principal chega à casa da menina que ele gostava. Ela havia marcado um encontro com ele para contar uma coisa muito importante. Começa quando ela abre a porta e diz: “Você não pode mais vir aqui”. Aí ela passa a explicar tudo e, enquanto isso, o personagem vive emoções como: raiva, tristeza, receio e até o confronto com a menina por ter dito uma coisa tão cruel. Essa cena seria usada para resumir todo o romance do personagem por exemplo. Ele chegou feliz, contou alguma coisa legal para a menina e ela o desfez em pedaços. A cena poderia funcionar como um flashback que mostra uma história anterior muito importante para o personagem principal quem sabe.

Conclusão

Em conclusão, podemos ver que uma cena é um elemento importante de um filme. É a unidade básica que ajuda a criar a história e manter o espectador envolvido. Assim sendo, ela deve ser bem pensada e planejada para ser eficaz.

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